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    July 25

    Morte Certa

    Juliana ainda esta hipnotizada com a noticia. Segundo o médico e tudo o que indicava nos exames morreria em alguns meses. A doença que ela tinha descoberto há pouco tempo se alastrou tão rápido que até o médico não sabia o que fazer, aliás, não tinha mais nada o que fazer.
    Ao sair do consultório algumas lágrimas rolaram e não tinha ninguém para consolar a pobre jovem.
    “Não contarei a ninguém”, era o pensamento dela. Juliana não queria que ninguém sentisse pena.
    No caminho ela observava tudo e todos, como ela não tinha reparado que tudo estava ali, sempre esteve.
    Lembrou do seu passado e chegou à conclusão de que não fez nada. De que não aconteceu nada.
    Uma vida normal, com pessoas normais, Um marido normal, um filho normal.
    O medo da morte a assombrava. Não queria estar só no momento da partida.
    - Preciso fazer alguma coisa, vou morrer mesmo – falava ela enquanto dirigia.
    O celular começou a tocar.
    - A partir de hoje não atendo mais essa porcaria - disse isso jogando o celular dentro da bolsa.
    Chegou em casa já passavam das dezoito horas. Seu marido Luciano estava no sofá junto com o filho assistindo um programa qualquer na Televisão.
    - Diego meu filho, vai pro quarto que a mamãe que ter uma conversinha com o papai.
    Diego deu um beijo na mãe e obedeceu a ordem.
    Juliana se posicionou na frente e disse:
    - quero você agora!
    Disse isso e já foi tirando a roupa, Luciano impressionado com o fogo da mulher não ousou desobedecer.
    Juliana fez amor com ele como se fosse a primeira vez que tivessem se conhecido.
    Queria ter o prazer pelo menos mais uma vez, era disso que precisava neste momento.
    O celular novamente começou a tocar, mas ela ignorou, não queria falar mais com ninguém.
    Após tudo terminado, ela se levantou e riu ao ver a cara de satisfeito do marido.
    - Vou pegar alguma coisa pra gente comer – sussurrou ela.
    Juliana foi até a cozinha pegou a faca que usava para desossar carne e não pensou duas vezes no que estava prestes a fazer.
    Ela voltou para a sala, caminhou lentamente até o sofá pegou no cabelo do marido com força fazendo pensar que teria mais uma dose de amor, puxou a cabeça para traz e passou a faca no pescoço dele fazendo jorrar sangue para todos os lados.
    Luciano não teve tempo de reagir.
    - Me desculpe meu amor, mas preciso de você do outro lado.
    Luciano estava morto. Juliana pensava agora no filho. Com a mesma faca que matou o marido ela caminhou lentamente até o quarto do pequeno.
    Quando abriu a porta, viu que ele estava brincando no chão com o carrinho que ela tinha comprado na semana passada.
    Diego viu a mãe toda suja de sangue e se assustou. Um momento de silêncio se fez dentro do quarto.
    Novamente o celular voltou a tocar provocando a ira de Juliana.
    Ela correu até o filho, pegou ele no colo e colocou em cima da estante, fazendo todos os carrinhos e brinquedos cair no chão.
    - Mamãe não me mate você não me ama mais? – disse Diego se preparando para morrer
    - Te amo tanto que quero você do outro lado comigo.
    Disse isso e golpeou o pobre menino até a morte. Não quis deixá-lo em cima da cômoda então, o ajeitou na cama.
    Ao sair do quarto, na solidão da casa onde a morte reinava, Juliana começou a chorar, não queria morrer e nem ter feito aquilo, mas não estava preparada para deixá-los.
    Caminhou até a sala, ligou para a policia e confessou o que tinha feito.
    - Alô, é da policia?Eu queria dizer que acabei de matar meu filho e meu esposo.
    Pensando que era trote a policia fez várias perguntas, ela não quis prolongar mais e para finalizar passou o endereço da casa dela.
    O cheiro de sangue embrulhava o estomago de Juliana.
    O celular voltou a tocar.
    - Vou atender e depois e o quebro.
    - Alô?
    - Alô Juliana, aqui é o Drº Paulo do consultório.
    - Sim doutor, mas alguma boa noticia? – ironizou ela.
    - Acredito que sim, primeiramente gostaria de pedir desculpas e dizer que as providências já foram tomadas diante do erro.
    - Erro?Do que o senhor esta falando?
    - do erro que minha funcionária cometeu, ela trocou os exames, e felizmente a senhora esta bem, nunca teve nada e terá muitos anos de vida, se Deus quiser.
    Juliana ficou paralisada o que a fez desligar o telefone na cara do médico. O mundo girou a sua volta.
    Quando a policia chegou ao local após arrombar a porta, encontrou aquela cena chocante, Luciano o marido morto no sofá coberto de sangue, o menino Diego totalmente esfaqueado deitado na cama e em uma arvore que tinha no quintal nos fundos da casa estava Juliana pendurada pelo pescoço com os olhos e a língua saltados pra fora.
    FIM
    Conto em homenagem a Juliana
     
     

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