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July 15 A vingança macabraBeth no auge dos seus dezoito anos queria liberdade. Queria ser como suas amigas do colégio que já saiam pra dançar, namoravam e já faziam coisas que não era permitido a ela.
Fernando e Ane eram pais muito cuidadosos, eles não queriam que sua filha se perdesse em caminhos errados na adolescência como a maioria das meninas fazia, e por isso as proibições.
- Mãe, Pai, posso ir à festa da Tatiane hoje á noite?Começa a dez.
- As dez? A essa hora você vai estar dormindo. – disse Ane. - Mas mãe, eu não posso fazer nada. Eu só tenho que ficar em casa e estudar, minha vida não tem mais graça. – disse Beth irritada. - Você não vai Beth, não responda sua mãe – disse Fernando. Beth saiu da mesa caminhou até a porta da sala de jantar, virou para onde seus pais estavam e falou:
- Eu vou me vingar, isso não vai ficar assim – disse Beth com ódio no olhar.
Beth falou a frase e correu para seu quarto onde se trancou. As palavras de Beth assustaram Fernando e Ane, mas como a menina estava muito rebelde, resolveram não dar importância.
Beth trancada em seu quarto e possuída pelo ódio, chegou à conclusão que a única porta para sua liberdade se abriria se seus pais estivessem mortos. Mas como ela planejaria isso?Teria coragem de assassinar os próprios pais?Eram essas a perguntas que se passavam pela sua cabeça.
Cheia de idéias na cabeça ligou o computador e começou a pesquisar na internet alguma coisa que lhe pudesse ser útil.
Entrou em um site de ervas venenosas e uma erva em especial lhe chamou a atenção por ser rapidamente fatal e não deixar vestígios no organismo. Seus olhos brilharam, sentiu que sua liberdade estava cada vez mais perto. Solicitou uma pequena quantia no próprio site que vendia com cartão de crédito. Ficou ansiosa pela chegada do material.
- Dois dias – disse ela baixinho no quarto – dois dias e eu estarei livre de vocês.
E assim por dois dias Beth se comportou como um verdadeiro anjo. Seus pais até estranharam tanta paz.
Naquele dia Beth não saia da janela, esperando o correio chegar. Como seus pais trabalhavam ela ficava sozinha em casa mil coisas se passavam pela cabeça dela. Enfim, o correio chegou e ela praticamente arrancou o pacote da mão do carteiro. Correu pra dentro de casa para abrir o pacote e lá estava um pequeno vidro com um liquido e junto estava o modo como se deveria usar.
A primeira coisa que veio a sua cabeça foi testar o veneno pra ver se realmente funcionava. Foi até o quintal e colocou uma pitada do veneno na água do cachorro e ficou lá esperando ele beber. Segundos pareciam horas e ele não bebia a água.
Enfim depois de algum tempo o cachorro bebeu a água envenenada. Demorou alguns minutos, e Beth suava de nervoso. O cachorro cambaleou e enfim caiu morto. Era o auge para Beth. Ela não via à hora de seus pais chegarem e ela poder executá-los.
A noite se aproximava, Beth estava nervosa, só pensava na liberdade que teria, Seus pais chegaram do trabalho e já encontraram a mesa do jantar posta e toda arrumada como se fosse acontecer um evento especial.
- Nossa filha, você esta animada hein, até a mesa você arrumou – disse Ane acariciando o cabelo da filha.
- Hum até suco de maracujá você fez – Sorriu Fernando. Beth arrumou colocou a comida na mesa. A jarra de suco envenenado brilhava.
Todos sentaram. Se serviram e começaram a comer. Beth mesmo serviu os copos até o dela. Mas claro ela não bebeu.
E assim com o olhar mais macabro que se pode imaginar Beth assistiu os seus pais beberem do suco, começarem a agonizar e finalmente morrer. Até tentaram pedir ajuda, mas Beth nem se mexeu. Ela ria baixinho como se estivesse possuída pelo próprio demônio. Quando tudo terminou Beth cuspiu em seus pais e começou a executar a outra parte do plano. Esperou ficar de madrugada e carregou com muito custo seus pais para dentro do carro que estava em frente ao portão da casa e os ajeitou, fechou as portas. Espalhou gasolina que tinha comprado naquela manhã em todo o carro.
Riscou um palito de fósforo e jogou contra o carro sem pensar duas vezes. Correu para o quarto e ficou lá. Não tinha remorso, nem pena, só ria e pulava na cama, pois enfim havia conquistado a sua liberdade. Escutou o momento em que o carro explodiu. Ligou para a policia e explicou o que estava acontecendo fazendo o maior teatro.
Enfim tudo ocorreu como o planejado, ninguém descobriu o que ela fez e por pura opção resolveu ficar na casa onde morava. Seus parentes relutaram pois ela só tinha dezoito anos,mas ela acabou convencendo a todos que já era independente.Como todos perceberam a sua “tristeza”,interpretaram aquela decisão como se ela quisesse ficar perto da memória dos pais de alguma maneira.
Ela esperou um tempo e ai começou a aproveitar a sua liberdade.Como recebia pensão depois que seus pais faleceram,ela resolveu organizar uma pequena festa.
Chamou algumas amigas e amigos e organizou tudo.Comprou muita bebida e alguns petiscos. Espalhou alguns abajures pela casa e deixou tudo a meia luz. Como ainda era virgem,queria que aquela noite fosse a sua iniciação a tudo o que era proibido a ela antes. Os convidados começaram a chegar e logo a casa ficou lotada.As meninas começaram a beber e a dançar junto com os meninos. Beth estava adorando tudo aquilo e logo um sentimento de prazer e excitação começou a tomar conta do seu corpo.
Foi para o meio da sala tirou a blusa que estava usando deixando os seus seios à mostra levando a loucura todos que estavam presentes.
As meninas mais assanhadas fizeram o mesmo e todos começaram a dançar na sala.
Beth começou a dançar com Aguinaldo,um menino que estudava no mesmo colégio que ela.
Ele a agarrou e começou a passar a mão em seu corpo,Beth se assustou no começou mas ela queria isso e então deixou rolar. - Então Beth,tem algum lugar mais reservado onde a gente posso ficar?- Disse Aguinaldo mordendo a orelha de Beth.
-Tem,o quarto que era dos meus pais e agora é meu. - Então vamos lá – disse Aguinaldo olhando pra Beth. Beth pegou ele pela mão e subiu as escadas.Quando chegou à porta do quarto ela já estava aberta.Beth estranhou,pois a porta sempre ficava fechada. Aguinaldo pegou Beth e jogou na cama.Neste momento a porta que tinha ficado aberta se fechou com violência.Os dois se assustaram e deram um pulo da cama.
- Que foi isso? – disse Aguinaldo assustado.
- Não sei. - Acho que não foi nada gatinha,vem cá,vem – disse Aguinaldo. Os dois fizeram sexo na cama dos pais.Depois de tudo terminado,Beth e Aguinaldo estavam se vestindo quando ouviram um barulho de vidro quebrando dentro do quarto.
Estavam com a luz apagada e nada enxergavam.Mais um barulho,e depois outro.Os dois tentaram sair correndo mas a porta se fechou e eles ficaram trancados no quarto. Os objetos do quarto começaram a se chocar com o corpo deles.Beth ouviu a gritaria vindo da sala e o mesmo barulho de tudo sendo jogado nas paredes da casa.
O terror tomou conta de todos.Na sala a gritaria foi geral,as garrafas sendo jogadas as luzes que se apagavam e acendiam toda hora.
De repente tudo parou,antes das luzes se acenderem Beth pode ver junto à porta Ane e Fernando envolvidos por um breu.Ela gritou e as portas se abriram.
Sem pensar duas vezes todos que estavam na casa saíram correndo,sobrando somente Beth e a casa toda quebrada.
Beth não teve duvida do que acontecerá ali,era a manifestação de ódio de seus pais falecidos.
- Essa casa agora é minha,saiam daqui – gritou Beth.
Depois daquilo nunca mais tiveram manifestações na casa.Tudo estava como se nada tivesse acontecido.
Dois meses depois Beth estranhou sua menstruação não ter vindo e então com muito medo ela decidiu fazer um teste de gravidez que para sua imensa surpresa e insatisfação deu positivo.
O que faria com um bebê?Será que o pai assumiria?Acreditava que não,pois ela nem o conhecia direito.
O desespero tomou conta e ela não conseguia nem pensar.
Andou por toda a casa,pensou e repensou no que faria.Decidiu não abortar.Resolveu assumir a criança.
Quando contou a família todos a repreenderam,mas ela era audaciosa,não temia o que eles falavam. Os meses se passaram e a barriga cresceu.Beth apesar de ainda assustada estava gostando de ter um bebe para criar.O pai,realmente não apareceu,mas ela não se importou.
Chegou à hora do parto.Beth chamou seu tio Felipe e ele a levou para o hospital.Tudo ocorreu bem e ela ganhou uma linda menina a qual chamaria de Adriana.
O tempo foi passando,Beth foi ficando mais madura,arrumou até um emprego.
Mas,ela começou a perceber que sua filha era especial.Desde muito nova tinha visões e dizia que falava com seus avós que ela afirmava que estavam na casa.
Beth morria de medo e pedia pra filha não falar esse tipo de coisa.Mas certo dia Beth teve um surpresa.
- Mamãe,a vovó Ane me contou uma coisa hoje – disse Adriana.
- Adriana,para com isso filha. - Ela me disse que você é má e que você matou ela e o vovô. - Adri.- gritou Beth furiosa. - Ás vezes eles me mandam fazer coisas. - Filha,você já tem doze anos,está na hora de parar de fazer essas brincadeiras.- disse Beth sendo carinhosa com a filha. Beth começou a prestar mais atenção na filha que estava cada vez mais estranha.Conversava e ria sozinha,dizia que seus avós a faziam rir.
Às vezes Beth acordava no meio da noite e lá estava Adriana a olhando fixamente. - Que foi filha?
- O vovô disse para eu vigiar teu sono,ele disse que seu futuro vai ser muito trágico.Você não os vê mamãe?Eles estão ali na porta nos olhando – disse Adriana baixinho. - Filha,você esta me assustando,vamos dormir vem. Beth,preocupada com as atitudes da filha resolveu vender a casa depois de tantos anos.
Foi até a imobiliária e realmente não faltaram compradores.Adriana,não queria sair,mas a decisão estava tomada. Passadas algumas semanas,a casa já estava vendida.Beth pediu uma semana para sair da casa.
Foi um inferno,as coisas voavam de um lado para o outro,ela sentia algo puxando seu cabelo,as portas se batendo. Adriana não tinha duvidas eram seus avós. Um dia antes,a pequena Adriana foi até a sua mãe e lhe disse:
- Mamãe,você vai me amar pra sempre?
-Claro minha linda,por quê? - Mesmo que eu fizer uma coisa muito errada? - Por que,ta pensando em aprontar? Adriana sorriu mas não respondeu,deu um beijo na mãe e saiu do quarto.
Era madrugada quando Beth acordou assustada,acabará de ter um pesadelo.Decidiu tomar um copo de água.Se levantou colocou a mão na maçaneta da porta,mas não conseguiu abrir.Ela forçou,forçou de novo mas em vão.Começou a gritar o nome da filha que não respondia.
- Não adianta chama-la,ela não esta na casa.
Beth se virou e viu os pais na sua frente,da mesma maneira como viu a anos atrás.
- Cadê a minha filha? – disse ela com raiva
- Sua filha esta bem,ela não precisa pagar pelo seus erros. – disse Ane. - Me deixar sair daqui – gritou Beth atirando um frasco de perfume que estava na cômoda Fernando e Ane gargalharam .
- Infelizmente criamos um monstro,tentamos proteger você ,mas você não entendeu e nos matou,agora você vai ter o que merece – disse Fernando.
- Se depender de nós,você vai queimar no fogo do inferno. Beth percebeu uma fumaça vindo de baixo da porta,olhou apavorada para o fantasma dos pais.
Olhou de novo para a porta e agora ela estava aberta.
A casa estava em chamas,Beth não conseguia descer,correu até a janela do quarto e pode ver no quintal da casa sua filha só observando,ao lado dela estavam Ane e Fernando.
- Filha me ajuda – grita Beth desesperada.
- Não posso mamãe,você matou o vovô e a vovó.Eles me disseram que você tem que morrer.Desculpe por colocar fogo na casa mamãe,mas eles me pediram. - Filha,como você pode fazer isso? – Gritava e chorava Beth,a fumaça já a sufocava. - Foi preciso mamãe. Pagar na mesma moeda, eles me ensinarão mãe. Adriana foi caminhando pela rua deixando a casa em chamas para trás. Lagrimas corriam pelo seu rosto, mas nada poderia fazer, Entendia que sua mãe tinha que pagar pelos erros.
Beth morreu queimada, seu corpo ficou irreconhecível, todos da família pensaram que tinha sido uma verdadeira tragédia e que felizmente Adriana conseguiu escapar. Sua história estava no fim.
Ódio com ódio se paga.
Fim.
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